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Alpine A390: O Crossover Elétrico Que Ambição Ser um Supercarro, Mas Falha
Um panorama completo do elétrico da Alpine – vale o preço elevado?
Matt Saunders, Autocar | Illya Verpraet, Richard Lane
Publicado: 16 de junho de 2026
Como avaliamos carros
Introdução
Design e Estilo
Interior
Motores e Desempenho
Condução e Manuseio
Consumo de Combustível e Custos de Manutenção
Veredicto
O Elétrico de Performance da Alpine: Avaliação Completa do Alpine A390 2026
O mercado de veículos elétricos de alta performance está em constante ebulição, com fabricantes de todo o mundo apostando em novas estratégias para conquistar espaço. A Alpine, com sua herança de carros esportivos de alta performance, lança no mercado o seu mais recente projeto: o Alpine A390. Este veículo representa uma aposta ousada da marca francesa para alcançar o sucesso comercial em um segmento de volume, apostando em uma “garagem dos sonhos” com quatro modelos elétricos de alto desempenho até 2030.
O A390 é o segundo lançamento do plano estratégico da Alpine e carrega a responsabilidade de ser o mais “prático” de todos os modelos da linha. Trata-se de um hatchback de cinco lugares e quatro portas com altura elevada, que se encaixa no segmento C, ostentando um porta-malas espaçoso e tração nas quatro rodas de série. Embora marcas concorrentes o categorizem como um crossover, a Alpine prefere o termo “fastback esportivo”, buscando um posicionamento de mercado distinto e premium.
Para quem busca financiamento de carros elétricos ou melhores opções de seguros para carros elétricos, entender o diferencial do Alpine A390 é fundamental. A arquitetura do veículo compartilha a plataforma do Grupo Renault, mas incorpora componentes exclusivos que o tornam o primeiro carro elétrico de alto desempenho com três motores em sua categoria, e também o primeiro na história da Alpine. A grande questão é: o que todo esse investimento em engenharia de performance elétrica realmente entrega?
O custo do Alpine A390 o posiciona em um patamar elevado, comparável a modelos já estabelecidos no mercado. Diante desse cenário, o leitor precisa ponderar se o valor do A390 justifica o investimento. Vamos analisar detalhadamente cada aspecto deste veículo para determinar se ele cumpre as promessas da marca.
Design e Estilo: O Desafio do Crossover Elétrico
O A390 se insere em um nicho de mercado onde competem modelos de peso como o Polestar 2 e o Kia EV6. Seus designers buscaram criar uma estética distintiva, com linhas curvas no teto e colunas inclinadas, visando realçar o caráter de cupê e remeter ao icônico Alpine A110.
A coluna D, com sua forma afilada, é o único elemento de design que verdadeiramente remete ao A110, especialmente se o cliente optar pelos emblemas da bandeira francesa, o que eleva o custo do veículo. O design buscou um equilíbrio entre a esportividade e a praticidade, um desafio técnico considerável.
A Alpine optou pela plataforma Ampr Medium (anteriormente conhecida como CMF-EV), a mesma utilizada em modelos da Renault e Nissan. A arquitetura é um monobloco em aço, mas a fabricante adicionou torres de suspensão e subchassis do motor em alumínio forjado para otimizar a performance.
Existem duas versões disponíveis: GT e GTS. Ambas compartilham uma bateria com capacidade útil de 89 kWh, simplificando a escolha do consumidor. O Grupo Renault investiu em sua cadeia de produção de baterias, instalando unidades na França e reduzindo a dependência do mercado asiático. As células do GT são fabricadas na Polônia pela LG, enquanto as do GTS são produzidas na França pela Verkor, oferecendo uma diferença de preço justificável pela origem das peças.
Graças a essa diferença, a bateria do GTS suporta uma corrente mais alta e entrega mais potência aos motores. O sistema de carregamento de carros elétricos do A390 suporta carregamento rápido, mas a eficiência não se destaca frente a concorrentes.
O Motor Trio e Seus Desafios de Performance
Um dos aspectos mais definidores do Alpine A390 é seu conjunto motopropulsor de três motores, uma configuração inspirada em modelos como o Tesla Model S Plaid e o Maserati Granturismo Folgore. Com um motor na frente e dois atrás, o carro entrega tração nas quatro rodas de forma totalmente assimétrica.
Na versão GT, menos potente, cada motor entrega 132 cv. O motor dianteiro tem torque ligeiramente superior aos traseiros, mas a combinação dos dois motores traseiros direciona quase dois terços da força para o eixo traseiro. Já a versão GTS, mais potente, atinge 463 cv, com uma distribuição de torque semelhante à da GT.
A parceria com a Michelin resultou em pneus específicos. A roda padrão do GT é uma liga leve de 20 polegadas, equipada com pneus Pilot Sport EV desenvolvidos pela Alpine. Ao optar pelas rodas de 21 polegadas (automaticamente ativadas na versão GTS no Reino Unido), o veículo recebe os pneus Pilot Sport 4S, que priorizam aderência e resposta em detrimento da eficiência.
A suspensão não é exatamente típica da Alpine. Enquanto o A110 utiliza suspensão de duplo braço oscilante, o A390 usa suspensão tipo McPherson na dianteira e eixo multilink na traseira, dependendo do ajuste da Alpine para se diferenciar. A ausência de direção nas quatro rodas e amortecedores passivos visam criar uma sensação mais natural.
Um ponto que chama atenção é o peso do veículo. O carro de teste pesava 2156 kg, um número que se aproxima de modelos como o Polestar 2, mas está consideravelmente acima do Tesla Model Y de dois motores. A análise do peso é crucial para entender a eficiência e a dinâmica do carro.
| Peso e Medidas | Alpine A390 GT (Testado) |
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| Preço | £ 61.390 |
| Peso em Ordem de Marcha | 2156 kg |
| Comprimento | 4615 mm |
| Largura (sem espelhos) | 1885 mm |
| Distância entre eixos | 2708 mm |
Interior: O Dilema entre Luxo e Praticidade
O interior do A390 tenta conciliar a esportividade com o conforto, mas vale a pena analisar cuidadosamente a lista de opcionais. A posição de condução nos bancos dianteiros é mediana, e os bancos de série oferecem apenas um apoio lateral moderado. A opção de bancos esportivos da Sabelt, com apoio lateral mais acentuado, posiciona o motorista um pouco mais alto em relação ao teto e ao painel, o que é paradoxal para uma opção “esportiva”.
A sensação é de estar em um ponto de vista razoável, não elevado. A estreiteza da área envidraçada e o ângulo inclinado da coluna A criam uma atmosfera mais aconchegante, típica de carros esportivos. No entanto, a espessura da coluna A gera um pequeno ponto cego que o motorista precisa considerar.
A Alpine buscou um ambiente premium, utilizando materiais como Alcantara nos painéis das portas e na parte superior do painel. No entanto, os interruptores dos vidros, alavancas de coluna de direção e controles de aquecedor, com aparência plástica e provenientes do estoque de peças da Renault, podem comprometer a sensação de luxo. Para quem busca qualidade de construção premium, esses detalhes podem ser um ponto negativo.
O desafio de equilibrar a posição de condução esportiva com uma segunda fila de bancos utilizável e espaço para a bateria é difícil. O Polestar 2 se sai melhor nesse aspecto. Em contraste, a parte traseira do A390 é curta e estreita, com pouco espaço para a cabeça e para as pernas, limitando a capacidade de carga de passageiros adultos.
O porta-malas apresenta um design inteligente. Como dois motores pequenos estão montados um atrás do outro, o piso do porta-malas é mais baixo que o normal, resultando em 532 litros de capacidade. É um volume considerável para a categoria, especialmente para famílias com crianças pequenas. No entanto, para quatro ocupantes adultos, a praticidade é comprometida, e reclamações de desconforto na segunda fileira podem surgir.
Sistemas de Multimídia: Funcionalidade Premiada
O sistema de infoentretenimento do A390 possui uma tela sensível ao toque de 12 polegadas, orientada verticalmente, baseado no sistema Android do Google. É semelhante ao sistema presente nos modelos Megane e Scenic da Renault e funciona de forma confiável. O layout é claro, com uma barra de navegação principal de bom tamanho no topo da tela e controles fixos do ar-