🔻ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO🔻

Avaliação do Alpine A390 2026: O SUV Esportivo Elétrico da Alpine Está à Altura da Expectativa?
O Alpine A390 é o carro que solidifica a ambição da marca francesa de alcançar o sucesso comercial global com seu plano estratégico de “garagem dos sonhos”. Como o segundo modelo elétrico de alto desempenho planejado pela Alpine até 2030, ele carrega o fardo de ser o potencial veículo de maior volume da empresa. Mas será que essa proposta familiar de cinco lugares e quatro portas consegue atingir as expectativas de desempenho, luxo e dirigibilidade que a Alpine representa?
Este é um carro que se posiciona no segmento de SUVs elétricos premium compactos e médios, uma área onde concorrentes como o Polestar 2, Kia EV6 e Hyundai Ioniq 5 N já estabeleceram um padrão competitivo elevado. A Alpine opta por chamar o A390 de “fastback esportivo” ou “Crossover Premium”, evitando intencionalmente o termo “SUV” para manter um perfil mais elegante e aerodinâmico, reminiscente do icônico Alpine A110.
Utilizando a mesma plataforma do Grupo Renault que serve de base para o Megane e Scenic EV, bem como o Nissan Ariya, o A390 representa o primeiro veículo elétrico de alto desempenho da Alpine com tração nas quatro rodas e um sistema de três motores. Essa inovadora configuração promete uma direção completamente assimétrica, novos padrões de desempenho elétrico e níveis aprimorados de espaço e usabilidade diária.
Design e Estilo: A Evolução Esportiva
O A390 busca um equilíbrio estético entre a elegância de um crossover de cinco portas e a alma esportiva do Alpine A110. Sua linha de teto inclinada e balanços curtos foram projetados para lhe conferir um visual mais dinâmico e cupê, como um irmão mais robusto do A110. A Alpine se esforça para fugir das convenções, o que se reflete na escolha da nomenclatura, mas a realidade do mercado força o carro a se comparar com modelos mais tradicionais do segmento.
A coluna traseira (D) é o ponto onde o parentesco com o A110 é mais evidente, especialmente se você optar pelos emblemas ‘Le Tricolore’ adicionais. No exterior, a Alpine integrou com sucesso elementos de design moderno e clean. Sua silhueta não é tão baixa quanto a de um cupê tradicional, mas é significativamente mais angular e agressiva do que a de um SUV convencional.
No interior, o desafio de equilibrar praticidade e luxo é evidente. O A390 utiliza a plataforma Ampr Medium (anteriormente CMF-EV), que inclui torres de suspensão e subchassis do motor em alumínio forjado. Isso permite acomodar uma bateria de 89 kWh abaixo do assoalho sem comprometer significativamente o espaço interior.
Motores e Desempenho Elétrico: Tecnologia de Ponta com Praticidade
Um dos grandes diferenciais do Alpine A390 é a sua arquitetura de propulsão tri-motor. Assim como o Tesla Model S Plaid e o Maserati Granturismo Folgore, o A390 possui um motor dianteiro e dois motores traseiros, permitindo uma distribuição de torque total e precisamente assimétrica. O motor dianteiro é um rotor bobinado com excitação independente (sem ímãs permanentes), enquanto os dois motores traseiros são unidades de ímã permanente.
O A390 está disponível em duas versões: GT e GTS. Ambas compartilham a mesma bateria de 89 kWh, mas diferem em termos de potência e desempenho.
Alpine A390 GT: Equipado com 396 cv de potência total, cada motor produz 132 cv. O torque é distribuído quase em 2/3 para o eixo traseiro, oferecendo uma sensação de tração traseira com a estabilidade do AWD. O tempo de aceleração de 0 a 100 km/h é de aproximadamente 4,8 segundos.
Alpine A390 GTS: A versão mais potente oferece 463 cv, com cada motor produzindo 154 cv. A distribuição de torque é semelhante à GT, resultando em uma performance significativamente mais empolgante, embora ainda distante dos modelos de topo de linha da categoria.
O A390 utiliza a plataforma de 400V do Grupo Renault, que, embora seja uma tecnologia robusta, não é o estado da arte para carregamento rápido de veículos elétricos. A Alpine argumenta que a integração de tecnologia de ponta justifica o preço, mas os tempos de carregamento podem não ser tão competitivos quanto os de modelos com sistemas de 800V.
Condução e Manuseio: Um Equilíbrio Delicado
A Alpine trabalhou arduamente para traduzir a dinâmica do A110 para um veículo maior, mas a realidade do peso e da altura elevada do A390 limitam suas ambições. O carro não oferece a mesma sensação de leveza, agilidade e fluidez do A110, mas é surpreendentemente capaz para um veículo de seu tamanho.
A suspensão utiliza configurações McPherson na dianteira e multilink na traseira, com batentes hidráulicos para um melhor conforto em estradas irregulares. A direção é suave e responsiva, embora alguns avaliadores a considerem muito leve, resultando em uma sensação pouco natural em curvas fechadas. A presença de um sistema de vetorização de torque é uma novidade para a Alpine e oferece suporte dinâmico, mas não compensa totalmente o peso extra do carro.
A distribuição de peso quase em 50:50 entre os eixos garante estabilidade em curvas, mas o carro não busca o envolvimento extremo de um esportivo puro. O sistema de vetoração de torque tenta manter a traseira contida, mas alguns usuários podem sentir falta de um comportamento mais lúdico e agressivo que modelos como o Hyundai Ioniq 5 N oferecem.
Interior e Conforto: O Desafio do Equilíbrio
O interior do Alpine A390 tenta misturar o luxo de uma marca premium com a praticidade de um carro familiar. Os materiais da cabine são de alta qualidade, com predomínio de Alcantara e couros sintéticos de boa aparência, além de detalhes em cromo acetinado. No entanto, alguns componentes, como interruptores de vidros e controles do aquecedor, provenientes do estoque da Renault, podem não estar à altura do preço do veículo.
Um dos pontos fortes do A390 é o seu porta-malas surpreendentemente espaçoso. Graças à disposição compacta dos motores, o piso do porta-malas é baixo e oferece 532 litros de capacidade – um dos maiores volumes da categoria. Isso torna o carro uma opção viável para famílias, mas o espaço na segunda fila de assentos é limitado em comparação com os concorrentes diretos.
O sistema de infoentretenimento utiliza a tecnologia Android do Google, com uma tela sensível ao toque de 12 polegadas orientada verticalmente. O layout é claro e intuitivo, e o software Telemetrics Expert, disponível como opcional, oferece insights detalhados sobre consumo de energia e desempenho.
Custo e Economia: O Desafio da Competitividade
O preço do Alpine A390 é um fator importante a ser considerado. Com o preço base começando em torno de £61.390 para a versão GT, e £69.390 para a GTS, o carro se posiciona na faixa de preço de SUVs elétricos premium. Ele compete com modelos já estabelecidos no mercado, como o Polestar 2, o Hyundai Ioniq 5 N e o Kia EV6 GT.
A Alpine argumenta que a tecnologia de três motores justifica o preço mais elevado, mas os concorrentes oferecem desempenho notavelmente superior por preços semelhantes. A eficiência de consumo também não é um destaque do A390; os testes de estrada mostram um consumo médio de cerca de 2,6 mpkWh, resultando em uma autonomia real em autoestrada de apenas cerca de 354 km.
O que isso significa para você?
Se você está pensando em comprar um Alpine A390, é importante avaliar se suas prioridades estão alinhadas com o que este carro oferece.
Vale a pena comprar?
O A390 é uma boa opção se você:
Prioriza design exclusivo e elegância: A Alpine oferece um estilo que se destaca da multidão.
Necessita de um porta-malas espaçoso: O volume de carga é impressionante para a categoria.
Busca uma experiência de condução diferente: O sistema de três motores oferece uma sensação única.
Você deve esperar?
Considere esperar se você:
Busca performance pura: O A390 é rápido, mas modelos como o Ioniq 5 N oferecem mais potência pelo mesmo preço.
Prioriza carregamento rápido: O sistema de 400V não é o estado da arte para carregamento rápido.
Procura uma condução esportiva de elite: O A390 não tem a mesma agilidade e fluidez de carros esportivos puros.
Estratégias Financeiras Recomendadas para 2026
No cenário atual do mercado de veículos el