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Renault Clio Renaultsport 200 Turbo (2013-2016): Avaliação Completa do Usado
O Renault Clio Renaultsport de geração anterior sempre foi um benchmark no segmento de hot hatches. Equipado com motor 2.0 aspirado e chassis Cup, ele era a personificação do prazer ao dirigir. No entanto, a Renault reinventou a fórmula com o novo Clio RS, adotando cinco portas, motor turbo e câmbio automatizado (EDC). Esta análise detalhada explora o desempenho, confiabilidade e custo-benefício do Clio Renaultsport usado (2013-2016) para quem busca um esportivo acessível.
O Contexto do Mercado de Esportivos (2016)
Em 2016, o mercado de hot hatches estava mais competitivo do que nunca. Enquanto a Renault apostava no luxo e conforto para conquistar um público mais amplo com o novo Clio RS, rivais diretos como o Ford Fiesta ST mantinham a essência do esportivo puro.
1.1. Análise Comparativa: Renault Clio RS vs. Ford Fiesta ST
Para quem busca um carro esportivo barato, o Ford Fiesta ST se destacava por seu preço inicial mais baixo e condução mais envolvente. O Fiesta ST oferecia uma combinação superior de performance em linha reta e agilidade, sendo geralmente mais rápido que o Clio RS nos testes de aceleração.
O Peugeot 208 GTI também representava uma alternativa acessível, embora com um equilíbrio diferente. Enquanto o Clio RS priorizava estabilidade em curvas, o 208 GTI parecia mais ágil em retas, mas perdia pontos em comparação com a consistência do Clio em curvas mais apertadas.
1.2. O Cenário Financeiro para Compradores em 2016
Ao analisar ofertas de carros usados em 2016, era fundamental considerar o custo total de propriedade. O Clio RS Lux, com rodas maiores e acabamento premium, excedia facilmente o preço de modelos mais simples e até mesmo do Ford Focus ST-1.
Para um comprador consciente do orçamento, o Clio RS Lux era um exagero. Equipamentos como ar-condicionado automático e limpadores automáticos podiam ser adquir Ubados no modelo básico por uma fração do custo. Além disso, o Clio RS tinha emissões de CO2 mais altas (144 g/km) em comparação com o Fiesta ST e o 208 GTI, o que resultava em impostos de circulação mais caros. A economia de combustível também era uma desvantagem; embora prometesse 44,8 mpg (milhas por galão), o consumo real ficou em 36,8 mpg, significativamente inferior aos 41 mpg do Fiesta ST.
Para quem busca melhores opções de carros esportivos, o Clio RS oferecia um equilíbrio entre conforto e performance, mas o Fiesta ST era a escolha mais emocionante e economicamente vantajosa.
Design e Estilo
O design do Clio Renaultsport 200 Turbo (2013-2016) foi uma evolução do modelo anterior, mantendo a identidade da Renaultsport mas com toques de sofisticação.
2.1. Linhas e Aerodinâmica
O carro possuía um visual agressivo com lâmina dianteira inspirada em carros de Fórmula 1, difusor traseiro e um kit de carroceria robusto. As lanternas traseiras em LED e os faróis dianteiros de LED agregavam um toque moderno e sofisticado, contrastando com o caráter bruto dos modelos anteriores.
2.2. Interior e Acabamento
O interior do Clio Renaultsport foi uma das áreas que mais geraram debate. Para um hot hatch premium, o acabamento parecia comum, com elementos de diferenciação como as pás do câmbio montadas nas colunas parecendo frágeis.
2.3. Equipamentos de Série e Opcionais
O modelo de entrada (RS 200 EDC) vinha equipado com faróis de LED, sistema de infoentretenimento MediaNav, ar-condicionado, controle de cruzeiro, limpadores e faróis automáticos, Bluetooth, USB e GPS. Já o modelo topo de linha (RS 220 Trophy) adicionava o sistema R-Link, áudio melhorado, ar-condicionado automático, sensores de estacionamento, câmera de ré e rodas de 18 polegadas com pneus Michelin Pilot Super Sport.
O sistema RS Drive permitia ajustar o mapeamento do motor, transmissão e sistemas de controle de estabilidade e tração em modos Normal, Sport e Race. O RS Monitor funcionava como um sistema de telemetria, exibindo temperaturas, níveis de derrapagem, forças G e tempos de volta.
2.4. Conforto e Habitabilidade
Uma das maiores mudanças foi a introdução de cinco portas, proporcionando mais espaço para as pernas. A posição de dirigir era um pouco mais elevada, algo comum na categoria, mas os bancos esportivos ofereciam conforto e suporte adequados.
Motores e Desempenho
A transição do motor 2.0 aspirado para um motor turbo de 1.6 litros e 197 cv foi uma das decisões mais radicais da Renaultsport, impactando significativamente o desempenho do carro.
3.1. Especificações Técnicas do Motor
O Clio RS 200 EDC utilizava um motor turbo a gasolina de 1.6 litros com 197 cv, acionado por câmbio de dupla embreagem (EDC) de seis velocidades. O modelo RS 220 Trophy oferecia 217 cv.
3.2. Análise de Desempenho
A potência máxima de 197 cv era atingida a 6.000 rpm, com torque máximo de 240 Nm disponível a partir de 1.750 rpm. No entanto, a caixa automática de dupla embreagem não oferecia a mesma emoção que um câmbio manual. O carro parecia menos ágil e rápido do que o esperado, com tempos de aceleração inferiores aos do Ford Fiesta ST. O Clio era 0,7 segundos mais lento que o ST em terceira marcha de 65 a 95 km/h e 1,4 segundos mais lento em quarta marcha de 80 a 110 km/h.
3.3. Comportamento em Pista
O Clio RS 200 se destacava em circuitos, mostrando aderência e tração excepcionais, alta agilidade e bom equilíbrio. No entanto, faltava a sensibilidade e a pura diversão que consagraram seu antecessor, um ponto que frustrava muitos entusiastas.
3.4. Comparativo de Velocidade
Em testes de velocidade, o Clio RS 200 era notavelmente mais lento que o Fiesta ST. A diferença se acentuava em curvas, onde a agilidade e resposta do Fiesta ST o mantinham à frente.
Condução e Manuseio
A condução do Clio Renaultsport foi uma das maiores decepções para os fãs da marca. A busca por conforto sacrificou parte da experiência esportiva.
4.1. Suspensão e Agilidade
O chassi Cup, com suspensão 3 mm mais baixa, molas 15% mais rígidas e direção mais direta, buscava equilibrar performance e conforto. No entanto, o carro parecia menos responsivo e ágil que seu antecessor, com uma tendência maior à subviragem.
4.2. Direção e Feedback
A direção do Clio RS apresentava menos resposta a pequenos movimentos, com uma perda de sensibilidade ao asfalto que frustrava os entusiastas. A direção era responsiva, mas faltava o feedback sensorial que tornava o modelo anterior tão especial.
4.3. Experiência em Curvas
O Clio Renaultsport apresentava uma inclinação da carroceria durante a frenagem, mas o controle era bom. A entrada em curvas era ágil, mas a suspensão mais suave permitia alguma transferência de peso que podia desestabilizar o carro.
4.4. O Dilema entre Conforto e Performance
O Clio Renaultsport era um carro confortável e civilizado, mas perdia em emoção. A falta de resposta e agilidade em curvas o tornavam inferior ao Ford Fiesta ST, que mantinha a essência do esportivo puro.
Consumo de Combustível e Custos de Manutenção
O custo de propriedade do Clio Renaultsport era um ponto fraco, especialmente em comparação com a concorrência.
5.1. Eficiência de Combustível
O Clio Renaultsport apresentava consumo de combustível mediano, com 44,8 mpg no ciclo combinado, mas com consumo real de 36,8 mpg. O Fiesta ST oferecia 41 mpg em testes reais, sendo mais econômico.
5.2. Custos de Manutenção e Seguro
Para motoristas em 2016, o Clio Renaultsport apresentava custos de manutenção e seguro mais elevados que o Fiesta ST. As emissões de CO2 mais altas (144 g/km) resultavam em impostos de circulação mais caros.
5.3. Comparativo de Custo Total de Propriedade
Ao analisar o custo total de propriedade em investimento em carros usados, o Clio RS Lux era consideravelmente mais caro que o Focus ST-1 e outras opções no mercado.
Confiabilidade e Problemas Comuns