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O Ford Mustang Mach-E de 2026: A Evolução Premium do Coupé Esportivo
Após quase seis meses de convivência com oFord Mustang Mach-E de 2026, o que se depreende é um carro sofisticado, confortável e potente o suficiente para manter os adeptos fiéis ao nome Mustang – embora seja difícil reconciliar esse DNA com as linhas grandiosas do Explorer e o design minimalista do Capri. O uso da plataforma MEB da Volkswagen em ambos os carros justifica parcialmente a elevação de seus preços, afastando-os do segmento que a Ford dominava em eras passadas. No entanto, o Mach-E, fabricado nos EUA, não se beneficiou diretamente dessa sinergia com a VW; é um produto global com características próprias que justificam sua exclusividade. Com um preço que parte de quase £57.000, este SUV elétrica de estilo coupé, apesar de sua construção robusta, ainda luta para encontrar um nicho próprio no mercado europeu saturado de ofertas acessíveis de fabricantes chineses.
O Mustang Mach-E, lançado há cerca de 18 meses no Reino Unido, cinco meses após o irmão Explorer, surgiu no mercado britânico como uma resposta tardia à avalanche de carros elétricos que inundavam os showrooms. A Ford havia abandonado sua linha de carros populares, como o Fiesta e o Focus, e sua única oferta elétrica de sucesso, o Mustang Mach-E, não se alinhava perfeitamente às expectativas do mercado britânico. O Explorer e o Capri foram desenvolvidos rapidamente em 2024, utilizando componentes do eficiente VW ID.4 e ID.5 para reduzir o tempo e os custos de produção. Essa estratégia forçou a Ford a aceitar as decisões prévious da VW em relação ao tamanho, peso, custo e componentes mecânicos, enquanto observadores da Ford estavam acostumados com a montadora tomando decisões próprias sobre esses aspectos vitais para seus consumidores.
A estratégia da Ford colidiu com a era de ouro do Focus, quando aquele sucessor do Escort elevou o padrão dos hatches familiares de forma tão abrangente que todos os outros concorrentes, incluindo a VW, tiveram que reagir rapidamente. Não é de admirar que o Explorer e o Capri tenham sido vistos como, bem, uma mera imitação.
No entanto, quando começamos a dirigir o Explorer e depois o Capri, eles pareceram Fords bastante decentes, desde que você nunca tivesse visto o painel de um ID.4. Eles também traziam muitas das virtudes dos veículos elétricos de última geração: principalmente uma autonomia de bateria decente e um excelente espaço interno.
Muitos críticos surgiram do nada quando perceberam que a versão fastback do Explorer havia sido batizada de Capri, como parte de uma decisão tomada nos EUA de utilizar nomes famosos da Ford para novos carros que precisavam de um perfil diferenciado. Acredito que ambos os lados tiveram culpa: a Ford, por sua ingenuidade em não reconhecer o apego emocional das pessoas ao nome Capri (usado por 18 anos no cupê Cortina, aquele que \”você sempre prometeu a si mesmo\”) e os críticos, que nunca se deram conta de que esta era a quarta vez que o nome Capri era usado em um produto da família Ford: o favorito deles era o terceiro.
Quando meu Capri Extended Range com tração traseira chegou, resplandecente na pintura opcional Azul My Mind de £800, ele parecia muito grande – muito alto. Aquele vidro traseiro curvo típico do Capri e sua porta traseira fastback ficavam bem distantes do chão. Com sua altura de teto digna de SUV, capô alto e balanços curtos, de perfil o carro parecia mais um tijolo do que um cupê. Não era desagradável, mas certamente era diferente.
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Quando o dirigi pela primeira vez, pareceu-me muito largo também, embora isso provavelmente tenha sido exagerado pelo fato de meu carro anterior ser um Renault 5. As primeiras impressões foram de grande conforto nos bancos – uma impressão que persistiu durante toda a vida útil do Capri conosco – mas também de certa aspereza na condução.
No entanto, essa impressão foi superada pela apreciação do seu excelente controle de amortecimento, que fazia com que este veículo de 2,2 toneladas se mostrasse firme e controlável nas curvas.
Como já escrevi antes, a direção é um ponto forte do Capri, que me remete à era de ouro dos Ford europeus, há uma ou duas décadas. Sempre que voltava a dirigir este carro depois de ter usado outro, ficava feliz com as mensagens transmitidas pelo volante de aro grosso. Além disso, era um carro relativamente silencioso em velocidade de cruzeiro, apesar dos pneus grandes.
A autonomia confiável de 260 a 280 milhas (418 a 450 km) a 70 mph (113 km/h) também ajudou. Eu definitivamente recomendaria a bateria de 77 kWh para qualquer comprador em potencial. Em velocidades mais baixas, 300 a 310 milhas (483 a 499 km) é viável, embora seja improvável que você alcance as 389 milhas (626 km) anunciadas nos folhetos.
O único aspecto dinâmico de que não gostei muito foi a sensação do freio. O Capri consegue parar com a rapidez necessária, mas o pedal não é tão fácil de modular quanto o de muitos outros carros (e até mesmo daqueles Ford dos bons tempos). Parar suavemente em um sinal de pare exige um cuidado incomum, e o comportamento dos freios durante a frenagem não é dos melhores. A desaceleração inicial é boa, mas é preciso pressionar o pedal com mais força para manter a mesma intensidade de frenagem. Não é perigoso, apenas estranho.
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Logo me acostumei ao tamanho do Capri (principalmente à largura), graças à direção precisa e, pelo menos, não muito prejudicado pelas laterais altas e pela visibilidade limitada. Em 19.300 quilômetros, consegui nunca raspar uma roda no meio-fio (embora os engenhosos anéis de borracha salientes nos pneus dianteiros tenham ajudado uma ou duas vezes).
O que mais me incomodava era o preço: agora um pouco acima de £50.000 com um pacote de opcionais como o meu, depois de duas reduções aparentes que o fizeram começar em impressionantes £57.000. Nesta era de crescente concorrência chinesa de baixo custo, suspeito que o preço ainda seja um dos motivos pelos quais não se vê muitos Explorers ou Capris por aí. Considerando apenas os méritos do veículo, é uma pena.
Ford Capri RWD Extended Range Premium
Preços: Preço de tabela (novo) £52.095 Preço de tabela (atual) £51.735 Preço (modelo testado) £57.235
Opcionais: Pacote de Assistência ao Motorista £1300, bomba de calor £1050, rodas de liga leve de 21 polegadas £1000, engate de reboque retrátil £900, pintura Azul My Mind £800
Economia e autonomia: Autonomia declarada de 626 km (389 milhas) Bateria de 77 kWh (utilizável) Consumo médio em testes : 3,5 mpkWh Melhor consumo em testes: 4,2 mpkWh Pior consumo em testes: 2,2 mpkWh Autonomia real de 435 km (270 milhas) Taxa máxima de carregamento : 135 kW
Destaques técnicos: 0-100 km /h em 6,4 segundos; Velocidade máxima de 179 km/ h; Motor : Motor síncrono de ímã permanente ; Potência máxima de 282 cv; Torque máximo de 544 Nm; Transmissão: Engrenagem de redução de 1 velocidade, tração traseira; Porta-malas : 572/1505 litros; Rodas : 8,5Jx21 (dianteiras), 9,0Jx21 (traseiras) ; Pneus : 235/45 R21 (dianteiros), 255/40 R21 (traseiros), Continental Ecocontact; Peso em ordem de marcha : 2114 kg
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Custos de manutenção e operação: Valor do aluguel por contrato: £447 por mês; Emissões de CO2 : 0 g/km; Custos de manutenção: Nenhum; Outros custos: Pneus dianteiro e traseiro: £520; Custo com combustível: £1890 (estimado); Custos operacionais, incluindo combustível: £2410 (estimado) ; Custo por milha : 19 pence; Defeitos : Nenhum
O Ford Mustang Mach-E 2026: Uma Análise Completa do SUV Elétrico Premiado
Este relatório abrangente detalha a experiência de condução com o Ford Mustang Mach-E de 2026, um dos modelos elétricos mais sofisticados e procurados no mercado atual. O artigo combina análises técnicas, observações de uso prático e compar