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Os sedãs de luxo compactos de motor dianteiro ganharam uma nova abordagem nos últimos anos. A Volkswagen lançou o Passat e o Phaeton, muito parecidos, em anos consecutivos. A BMW lançou o Série 3 E30 e o E36 no mesmo ano, em intervalos de três meses. E a Mazda lançou o Série X na mesma época que o X1.
Mas, em nossa opinião, o Mercedes-Benz Classe C é um bom exemplo de como esses carros podem variar dramaticamente em preço, qualidade de construção e desempenho. O modelo W202 de 1993 não foi uma má máquina, mas não foi um grande carro em comparação com o BMW Série 3 da época, nem com o próprio Classe S de Stuttgart. Ele estava muito longe de ser um bom valor para o dinheiro – ou de qualquer outro valor, na verdade. A Mercedes decidiu tentar novamente com uma base de alumínio/aço totalmente nova, tração traseira e suspensão dianteira multilink de quatro braços, projetada para ser mais leve, mais precisa e mais estável. Eles colocaram esse chassi em muitos outros modelos, por exemplo, no Classe S, Classe E, Classe CL, Classe GLK, Classe ML, Classe SLK, Classe GLA e Classe SLC. Eles colocaram isso no Classe S e no Classe E e no Classe CL e no Classe GLK e no Classe ML e no Classe SLK e no Classe GLA e no Classe SLC. Este é um bom carro.
A Mercedes-Benz decidiu que quatro braços de suspensão são melhores do que três.
A nova plataforma MRA – para “Arquitetura Modular de Tração Traseira” – é a primeira base de tração traseira de alumínio/aço da Mercedes, que será usada em muitos outros modelos da linha da empresa. O carro tem 95 mm a mais no comprimento e 40 mm a mais na largura em comparação com seu antecessor e a carroceria agora tem cerca de 100 kg a menos, em parte por causa dos 50% de alumínio.
Uma caixa de câmbio manual de seis velocidades está disponível nos modelos de entrada, juntamente com a transmissão automática de sete velocidades 7G-Tronic Plus, que se tornou preferível para mais de 80% dos clientes.
A Mercedes tem um novo motor turbo a gasolina de 2,0 litros, mas os diesel de 1,6 litros (134 cv), 2,1 litros (168 cv) e 2,1 litros (201 cv) são mantidos. Esses motores correspondem aos dos modelos C 200, C 220 d, C 250 d e C 300 h.
O Mercedes Classe C com suspensão a ar é o mais intrigante da linha, mas basta percorrer 50 metros para perceber que ele não é um Mercedes-Benz Classe S em miniatura. Aliás, nesses primeiros quilômetros, é difícil definir exatamente o que ele é.
A maior parte da absorção e do isolamento esperados da suspensão a ar estão presentes, mas em velocidades urbanas há bastante intrusão em superfícies irregulares, que são transmitidas para a cabine do Mercedes de uma forma por vezes bastante desagradável – mais do que o ruído característico das molas pneumáticas. É o suficiente para fazer você se perguntar por que alguém se daria ao trabalho de usar suspensão a ar.
O que a caixa de câmbio realmente significa, no entanto, é que o Classe C é um carro mais silencioso que o BMW. Na verdade, ele é mais silencioso até mesmo em marcha lenta, onde seu ruído de 44 dB é 4 dB menor que o do BMW, e é alguns decibéis mais silencioso em outras velocidades.
Em parte, isso se deve ao fato de o câmbio automático não deixar a rotação do motor ultrapassar muito a faixa ideal, se possível, e em parte porque, de modo geral, é mais silencioso. A suspensão Airmatic também proporciona uma condução bastante silenciosa, mas falaremos disso daqui a pouco.
As opções de suspensão disponíveis são: molas de aço com amortecedores de taxa variável seletiva, na versão Comfort padrão e Sport e AMG Sport (as mais rebaixadas). Há também a opção de suspensão a ar autonivelante (Airmatic).
Por dentro, a cabine é melhor do que a de muitos rivais, com acabamentos brilhantes de metal nas saídas de ar e no ar-condicionado. Os controles do volante, os interruptores do porta-malas e da vidraça traseira e os do farol são tão elegantes quanto os outros controles. A Mercedes investiu em mais coisas do que seus concorrentes em cada área.
A versão de entrada SE vem com rodas de liga leve de 16 polegadas, limpadores automáticos, controle de cruzeiro, câmera de ré, sistema de alerta de colisão e sistema de infoentretenimento de 7 polegadas. O Executive Edition adiciona bancos dianteiros aquecidos, sistema de navegação Garmin e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros. O Sport tem faróis de LED, suspensão rebaixada, espelhos retrovisores rebatíveis e com função antiofuscante e bancos esportivos em couro. A versão AMG Line inclui rodas de liga leve AMG de 18 polegadas, kit de carroceria agressivo e suspensão esportiva.
Quem opta pelos robustos modelos AMG também recebe um acabamento exclusivo para seus monstros cuspidores de fogo. O C 43 vem com um kit de carroceria AMG exclusivo, pinças de freio e detalhes diferenciados, estofamento em couro Artico e cintos de segurança vermelhos, enquanto o C 63 vem com bloqueio mecânico do diferencial traseiro e estofamento em couro Nappa. O topo de linha C 63 S vem com grande parte dos mesmos equipamentos, exceto pelas rodas de liga leve de 19 polegadas, cintos de segurança cinza e bancos AMG Performance.
A posição de condução é excelente, os bancos são ótimos e os instrumentos são extremamente legíveis. O espaço de armazenamento é discreto e seguro, com compartimentos com tampa.
O único recurso destoante e supérfluo é o touchpad localizado acima do já conhecido controlador giratório para a configuração multimídia, que é tão intuitivo quanto eficaz e necessário.
As grades ornamentadas dos alto-falantes revelam um Classe C equipado com o sistema de som surround Burmester de 590 watts da Mercedes — um opcional de £ 2.270, que inclui também o sistema multimídia Comand Online.
Como era de esperar, o som é magnífico. Mas o sistema de áudio padrão Audio 20 do carro provavelmente soa mais do que decente, beneficiando-se das câmaras de ressonância FrontBass exclusivas da Mercedes, presentes nos modelos Mercedes-Benz Classe S e SL anteriores.
Você não precisa investir no Comand Online para ter o novo touchpad da Mercedes, pois ele é de série em todos os modelos. Ele funciona razoavelmente bem ao reconhecer letras para o sistema de navegação, mas pode apresentar algumas falhas ao pular faixas no sistema de áudio.
Em geral, operar o dispositivo com a mão esquerda exige mais precisão e concentração do que o recomendável ao dirigir. Para nós, o controlador com a roda de rolagem adjacente é um mecanismo de entrada melhor.
Como de costume na Mercedes, a conectividade Bluetooth para o telefone é fácil de usar, a qualidade da chamada é boa e o sistema de reconhecimento de voz do carro funciona muito bem. Excelente atenção aos detalhes vinda de Stuttgart, como sempre.
Um Classe C 220d diesel de 168 cv acelerou em 8,1 segundos de 0 a 100 km/h – 0,4 segundo mais devagar que um BMW 320d Sport manual –, e acelerou de 48 a 113 km/h em 8,1 segundos – 0,7 segundo mais devagar que o BMW. O Classe C é um pouco mais lento na quarta marcha do que o BMW, mas, no geral, o BMW é o carro mais rápido na estrada.
O C 220 d que testamos não foi tão rápido quanto o BMW Série 3. Mas, mesmo com essa desvantagem, o Classe C foi surpreendentemente ágil no dia a dia. Na faixa intermediária de rotações do motor, o carro pareceu muito mais rápido do que os números sugeriam, o que fez com que a transmissão automática muitas vezes reluctance em subir de marcha cedo demais.
Às vezes, a caixa de câmbio se mostra resistente se você solicitar uma redução para rotações mais altas dentro da faixa de rotações de uma marcha inferior. Pouca mudança nesse aspecto, portanto, o que significa que, suspeitamos, a maioria dos proprietários nunca se dará ao trabalho de usar o modo manual na caixa de câmbio automática.
Uma unidade C 220 d diesel de 168 cv alcançou 21,5 km/l no nosso teste de consumo em percursos longos, enquanto o motor flex do BMW Série 3 que testamos anteriormente alcançou 16 km/l no mesmo teste. Os Mercedes-Benz Classe C de motores flex têm excelente economia de combustível.
Uma unidade C 220 d diesel de 168 cv registrou uma emissão de CO2 de 121 g/km, enquanto um