🔻ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO🔻

Avaliação do Geely EX2 2026: O “Tigre” Elétrico que Quer Roubar a Cena Europeia
Geely, a empresa-mãe da Volvo, Lotus e Smart, está determinada a se tornar uma força mainstream no mercado automotivo brasileiro. Com um portfólio crescente e agressivas estratégias de expansão, a gigante chinesa não hesita em desafiar montadoras tradicionais com veículos que combinam tecnologia de ponta com custos competitivos. O mais recente exemplo dessa ofensiva é o Geely EX2 2026, um compacto elétrico que promete agitar o segmento de entrada com soluções inteligentes de espaço e tração traseira.
À primeira vista, o Geely EX2 2026 pode parecer apenas mais um veículo elétrico compacto, mas por trás de sua estética discreta reside uma engenharia arrojada. Para agradar o público europeu — e por extensão, o brasileiro — a Geely optou por uma arquitetura de motor traseiro, resultando em um espaço interno notável e uma dirigibilidade surpreendente. No entanto, a pergunta que fica é: será que o EX2 2026 tem o que é preciso para competir com rivais estabelecidos como o Renault 5 e o MG 4 Urban?
Em um mercado onde a eficiência e o custo-benefício são fatores decisivos, a Geely busca se diferenciar não apenas pelo preço, mas por características técnicas que atendam às necessidades do consumidor moderno. Este artigo detalha as especificações, o desempenho e o impacto financeiro do Geely EX2 2026, ajudando o leitor a entender se este compacto elétrico é o investimento certo em 2026.
Design e Estilo: Uma Abordagem Funcional
O design do Geely EX2 2026 adota uma abordagem predominantemente funcional, afastando-se dos estilos excessivamente extravagantes vistos em outros lançamentos chineses. Com 4.135 mm de comprimento, o EX2 se posiciona entre os segmentos B e C, oferecendo mais espaço que um Renault 5 ou Fiat Grande Panda, mas sem atingir o porte de um Cupra Born ou Renault Mégane. Seu principal concorrente em termos de preço e proposta é o MG 4 Urban, com quem compartilha a configuração de tração traseira.
Diferente do EX5 e de muitos modelos contemporâneos, o EX2 incorpora maçanetas externas convencionais, atendendo às novas regulamentações de segurança da China. Embora sejam discretas e niveladas ao design da carroceria, elas funcionam perfeitamente, eliminando a frustração frequentemente associada às maçanetas embutidas.
Illya Verpraet, o renomado testador de carros da Autocar, destaca que a ausência de um motor dianteiro abre espaço para um “frunk” (porta-malas dianteiro), uma funcionalidade valiosa em um carro de seu porte. Além disso, com a ausência de semieixos na frente, as rodas podem girar livremente, conferindo ao EX2 um raio de giro notável, comparável ao de um táxi de Londres — a Geely, vale lembrar, é proprietária da empresa que fabrica os TX.
No entanto, a linha de motores e baterias do EX2 2026 parece um pouco aquém das expectativas para um carro que compete com o Renault 5. As opções de motorização variam entre um motor de 81 cv com bateria de 35,4 kWh (autonomia de até 253 km) e um motor de 114 cv com bateria de 47,1 kWh (autonomia de até 344 km). Embora a versão de maior potência se compare ao Fiat Grande Panda e às variantes de menor alcance do Renault 5 e Mini Cooper, a versão de entrada do EX2 está mais próxima do Renault Twingo em especificações, mas em um carro substancialmente maior.
A Geely utiliza diversas expressões técnicas em sua comunicação sobre o EX2, focando em design e engenharia europeia. No entanto, como o EX5, o EX2 apresenta uma estética genérica, com elementos visuais encontrados em outros veículos do mercado. Calçado com rodas de 16 polegadas e pneus de perfil alto (205/60), o veículo não consegue disfarçar totalmente sua natureza de carro de entrada.
Um ponto positivo é a disponibilidade de cores pastel, em contraste com as opções monocromáticas predominantes no mercado brasileiro. No entanto, quando comparado ao Renault 5, o EX2 2026 pode parecer monótono ou até mesmo genérico.
Interior e Tecnologia: Foco no Espaço
O principal diferencial do Geely EX2 2026, conforme declarado pela montadora, é o seu espaço interno. Com um porta-malas de 375 litros, ele supera a maioria dos concorrentes de seu segmento, sem contar o frunk de 70 litros. A facilidade de acesso é um bônus: o frunk pode ser aberto através do chaveiro, sem a necessidade de procurar por alavancas no assoalho.
O interior conta com um porta-luvas generoso e um compartimento sob os bancos traseiros, que são realmente utilizáveis por adultos, algo que não acontece frequentemente no Renault 5. A presença de um carregador de celular sem fio, no entanto, não é resfriada, o que pode superaquecer o dispositivo. Um dos dois conectores USB é do tipo-A, uma tecnologia que está se tornando obsoleta.
Illya Verpraet aponta que, se houver boa vontade, o design do painel lembra o de um Ford Mustang, o que é mais interessante que o do EX5, mas não se compara aos designs criativos dos rivais europeus.
O carro oferece opções de estofamento em cinza azulado e creme, oferecendo uma alternativa agradável às opções de interiores pretos. No entanto, os materiais não impressionam. Diferentemente de muitas marcas chinesas que cobrem todos os painéis com materiais de toque suave, o EX2 é dominado por plásticos de qualidade inferior, que mantêm um cheiro desagradável de vinil, especialmente após exposição prolongada ao sol.
O restante do interior apresenta as peculiaridades típicas dos carros chineses de entrada: soluções um pouco irritantes e questões ergonômicas. Os bancos carecem de apoio lombar e de sustentação para as coxas, mas a posição de dirigir é satisfatória e ajustável com controles físicos.
A central multimídia suporta Apple CarPlay e Android Auto sem fio, oferecendo uma barra de ferramentas inferior personalizável que mantém os controles de climatização sempre acessíveis. O restante da interface nativa é caótico, com menus confusos, funcionalidades limitadas e traduções imprecisas, mas, exceto para desativar os sistemas de assistência ao motorista, é possível ignorá-la na maior parte do tempo.
Motor e Performance: Equilíbrio e Limitações
Para quem busca um carro elétrico compacto, a performance é um fator crucial. O Geely EX2 2026 não vem equipado com o motor mais potente do mercado, mas oferece um equilíbrio entre potência e autonomia. O modelo de entrada conta com um motor de 81 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 14,2 segundos, uma performance adequada para uso urbano e trajetos curtos.
A versão superior, com motor de 114 cv, oferece uma performance aceitável. No entanto, os engenheiros parecem ter evitado qualquer chance de escorregões traseiros, resultando em uma aceleração muito suave em baixas velocidades, mesmo quando o acelerador é pressionado ao máximo. Isso pode fazer o carro parecer alarmantemente lento ao tentar ingressar em cruzamentos movimentados.
O sistema de frenagem regenerativa também não é sofisticado. No modo de baixa intensidade, o carro se comporta bem, mas o modo de alta intensidade dificulta a condução suave, pois aumenta drasticamente a desaceleração ao liberar o acelerador, em vez de reservar parte do curso do pedal para a frenagem regenerativa. Além disso, não há função de condução em um pedal único.
O EX2 é equipado com pneus Yokohama, um bom substituto para alternativas de baixo custo. O carro oferece uma boa aderência e uma direção suave, mas o volante apresenta inconsistências de peso e falta de tato, tornando a condução um pouco artificial.
Sistemas de Assistência ao Motorista (ADAS): Um Ponto Crítico
O grande problema do Geely EX2 2026, conforme relatado por Illya Verpraet, reside nos sistemas de assistência ao motorista. Embora o controle de cruzeiro adaptativo funcione de forma aceitável, todos os sistemas de segurança obrigatórios são intrusivos e difíceis de desativar.
Existem três tipos diferentes de assistência de manutenção de faixa, todos consideravelmente ruins. Eles devem ser desativados em cada viagem através de submenus, exigindo múltiplos toques e confirmações.
Adicionalmente, o aviso de limite de velocidade e o monitoramento do motorista são igualmente frustrantes e estão localizados em submenus diferentes. A Geely promete uma atualização remota para simplificar o processo de desativação, mas, na prática, muitos compradores não teriam paciência para lidar com a irritação desses sistemas durante os testes iniciais do carro.
Consumo e Custos: O Desafio do Preço
Em um mercado onde o