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Geely EX2 review 2026
Uma análise completa do compacto elétrico: design, tecnologia e experiência de condução
O cenário global automotivo em 2026 está mais competitivo e complexo do que nunca. Entre os players emergentes na Europa, a Geely, empresa-mãe de marcas renomadas como Volvo, Lotus e Smart, tem investido agressivamente para solidificar sua posição como uma marca mainstream. Após as análises mistas de seus modelos anteriores, como o SUV EX5 e o Starray, a marca chinesa lança agora um novo projeto que visa brigar diretamente com o Renault 5 e reforçar o portfólio de elétricos acessíveis.
Apresentamos o Geely EX2, um hatchback elétrico compacto que surpreende pela proposta de espaço e tecnologia embarcada, mas que, segundo as primeiras avaliações, ainda apresenta desafios em termos de polimento e competitividade de preço. Este artigo detalha a análise do modelo, focando no que realmente importa para os consumidores que buscam um carro elétrico acessível para o dia a dia.
O design do Geely EX2 segue a tendência global de eletrificação, mesclando linhas futuristas com elementos práticos. Como resultado, o veículo se situa entre os segmentos B e C, posicionando-se entre o clássico Renault 5 e modelos maiores como o Cupra Born ou o Megane. Sua inspiração pode ser comparada ao MG 4 EV, mas com foco em um preço e autonomia mais acessíveis.
A escolha por motorização traseira é um diferencial notável no segmento, uma decisão estratégica da Geely para atender às demandas de desempenho Premium dos mercados europeus. Adicionalmente, a eliminação do motor dianteiro permitiu a criação de um “frunk” (porta-malas dianteiro), e o sistema de tração traseira proporciona um raio de giro excepcional, notavelmente agilidade em manobras urbanas, remetendo a clássicos táxis de Londres.
O mercado atual exige conveniência, e o EX2 oferece maçanetas externas convencionais e funcionais, atendendo às normas de segurança globais que proíbem maçanetas embutidas que não são intuitivas.
Um ponto crucial na decisão de compra é a autonomia elétrica e eficiência do veículo. O Geely EX2 oferece duas opções de bateria: uma de 35,4 kWh com um motor de 81 cv, prometendo uma autonomia de 252 km (157 milhas), e uma bateria de 47,1 kWh com um motor de 114 cv, que atinge aproximadamente 344 km (214 milhas). Para o público brasileiro, as faixas de autonomia ficam dentro dos padrões aceitáveis para uso urbano e viagens curtas, mas podem se mostrar limitadas para viagens longas sem planejamento de recarga.
Design e exterior
A avaliação do design do EX2 aponta para uma abordagem conservadora. Diferentemente dos rivais europeus que investem em cores vibrantes e linhas arrojadas, o Geely EX2 assume uma postura mais neutra. Suas rodas de 16 polegadas, equipadas com pneus mais altos (205/60), reforçam a imagem de carro de entrada, mas podem não cativar consumidores em busca de um visual mais esportivo ou moderno.
O fato de o EX2 ser oferecido em cores pastéis é um respiro positivo em relação ao predominante preto e cinza do mercado. No entanto, ao ser comparado diretamente com o Renault 5, o EX2 tende a “desaparecer”, não se destacando no tráfego pela sua estética.
Interior e conforto
O ponto mais forte do Geely EX2 é, sem dúvida, o seu espaço interior. Com um porta-malas de 375 litros, o veículo compete diretamente com modelos de segmento superior. Somando a isso os 70 litros do frunk, o espaço de carga é impressionante para um carro compacto. A abertura do frunk via chave, sem a necessidade de procurar por alavancas no assoalho, adiciona um toque de conveniência que é muito apreciado no uso diário.
O interior conta com um porta-luvas espaçoso e um compartimento sob os bancos traseiros, que acomodam adultos de forma satisfatória, um diferencial frente a outros hatches compactos. Para quem vive na pressa, o carregador de celular por indução é útil, embora possa superaquecer o aparelho. Uma crítica reside na inclusão de um puerto USB-A, um padrão que está em obsolescência em favor do USB-C, já padrão global.
O design do painel é descrito como funcional, lembrando o Ford Mustang de forma despretensiosa. Embora não seja tão ousado quanto alguns rivais europeus, cumpre seu papel ao oferecer controles físicos, o que é preferível ao excesso de digitalização visto em muitos modelos de entrada. As opções de estofamento em cinza azulado e creme são um alívio da monotony do preto, oferecendo um ambiente mais agradável para os ocupantes.
Contudo, os materiais utilizados geram críticas. Ao invés de couro sintético premium, o EX2 utiliza plásticos de qualidade inferior que, somados ao cheiro residual de vinil, podem ser desanimadores, especialmente em climas quentes onde o cheiro se intensifica.
A ergonomia também apresenta pontos de atenção. Os bancos carecem de apoio lombar e para as pernas, mas a posição de dirigir é ajustável e intuitiva. Já a central multimídia apresenta falhas na usabilidade. Embora suporte Apple CarPlay e Android Auto sem fio e tenha uma barra inferior personalizável com controles de ar-condicionado, a interface principal é confusa, repleta de menus desorganizados e traduções imprecisas. A maior parte dos comandos, inclusive para desligar os sistemas de segurança (ADAS), exige um processo tedioso em submenus.
Propulsão e performance
O Geely EX2 é oferecido em duas configurações de motor. A versão de entrada, com 81 cv e bateria de 35,4 kWh, tem um tempo de aceleração de 0 a 100 km/h em 14,2 segundos, considerado lento mesmo para um veículo urbano. Já a versão mais potente, com 114 cv e bateria de 47,1 kWh, atinge a marca em cerca de 11,5 segundos, o que é considerado suficiente, mas não empolgante.
A calibração do acelerador é criticada por ser excessivamente conservadora, resultando em uma resposta lenta ao pisar fundo. O sistema de frenagem regenerativa também deixa a desejar. No modo “Low”, a frenagem é suave e previsível, mas o modo “High” é difícil de modular, causando acelerações bruscas ao liberar o pedal. A ausência de função de aceleração unidirecional (“one-pedal driving”) também é um ponto negativo para quem prioriza a conveniência da condução urbana.
O EX2 oferece um raio de giro impressionante, digno de um carro pequeno e ágil como um “shopping trolley” (carrinho de supermercado), como comparam as avaliações. Essa agilidade seria ainda mais atraente com um motor mais potente, mas, no seu segmento, o EX2 cumpre o propósito de ser um veículo fácil de manobrar em centros urbanos.
O sistema de frenagem é eficaz, mas o sistema de assistência ao motorista (ADAS) é considerado o principal ponto fraco do carro. Os controles de segurança são excessivamente intrusivos e difíceis de desligar. Os três sistemas de assistência de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e monitoramento de fadiga são descritos como “terríveis” e exigem procedimentos complexos para serem desativados em cada trajeto.
Enquanto a Geely promete uma atualização “over-the-air” (OTA) para simplificar a desativação desses sistemas, a perspectiva de ter que enfrentar essa dificuldade por um período antes da atualização é um fator de desincentivo para a compra.
Autonomia, eficiência e custos
No cenário de carros elétricos em 2026, os consumidores brasileiros estão cada vez mais atentos aos custos totais de propriedade (TCO). O Geely EX2, apesar de ser um modelo de entrada, não é exatamente o carro mais barato disponível no mercado. A versão Pro, de entrada, custa em torno de £20.990 (aproximadamente R$ 143.000, na cotação da época), com autonomia de 252 km. A versão Max, com o mesmo equipamento mas com maior autonomia (344 km), custa £23.490 (cerca de R$ 160.000). A versão Ultra, com sistema de som melhor, bancos e volante aquecidos, carregamento sem fio e tampa traseira elétrica, chega a £25.490 (cerca de R$ 174.000).
Ao analisar os preços no Brasil, é importante comparar com veículos similares. O EX2 se posiciona em um mercado onde opções como o Renault 5 estão disponíveis, o que exige que a Geely faça ajustes competitivos de preço e oferta.
A autonomia de 344 km (214 milhas) oferecida pela versão Max está no nível de entrada do mercado de elétricos, mas não se compara com modelos que oferecem maior alcance. Para quem busca um carro elétrico com